NÃO É VÍRUS DE COMPUTADOR, É CAMPO MINADO!

Campo minado: Neste momento, o maior perigo para o país, parece não ser o  coronavírus – Route News

Ano era 1985, a empresa criada para prestar serviços por três garotos de 19 anos ia muito bem! Fechando vários contratos de assistência técnica, suporte, consultoria e desenvolvimento de software básico e interfaces para conectar dispositivos de entrada de dados em diversos tipo de terminais, inclusive para diversos países.

O produto em questão era um extinto leitor de cheques, era conectado ao terminal de computador como se fosse um teclado, ou seja, ao invés de digitar manualmente as informações para compensação de cheques, era possível passar num escaner que muito mais rápido e seguro faria a digitação automaticamente.

Todos bancos eram carente desse tipo de maquina e serviço! Um grande banco estatal paulista adquiriu centenas desse tipo de máquina para automatizar sua digitação de cheques. A empresa que vendeu o produto contratou a empresa dos garotos para desenvolver a interface para conexão dessas leitoras nos terminais IBM 3278 que o banco possuía de baciada.

Vintage IBM 3278 Model 4 Display Terminal SubSystem w/Keyboard, Keys, Stylus

Entretanto esse fornecedor insistia em dizer ao Banco que os jovens rapazes eram incompetentes, incapazes de fazer o serviço, que eles não participariam nesse desenvolvimento e tudo mais de ruim que se possa imaginar … e que eles fariam esse serviço sem ajuda de terceiros.

Sabendo do mau caráter e falta de ética, falta de profissionalismo, os jovens tiveram a maquiavélica ideia de implantar bombas que poderiam serem detonadas sem avido prévio.

A solução encontrada foi escanear o primeiro cheque na maquina após bater a chave de ligar, a maquina entendia uma dado variável qualquer que podia ser de algumas centenas a milhares e ia decrementando esse valor até chegar a zero, a cada vez que o produto lia um cheque. Portanto, a bomba poderia ser detonada em poucos minutos ou em muitas horas dependendo do revés.

Quando acabava essa contagem, a maquina travava, e quase instintivamente o operador ligava e desligava ela. Ao fazer isso, o escaner gerava um código ou uma sequencia de códigos quaisquer e totalmente indeterminado que era enviado ao terminal, e isso podia ocasionar nada na maioria das vezes, ou um simples travamento do terminal, ou um delete no serviço da ultima hora, ou mesmo como ficaram sabendo que chegou acontecer, derrubar o sistema do poderoso banco.

Os técnicos da empresa desleal, ia lá, abria a maquina e fazia de tudo que podiam imaginar, mas nunca poderiam saber da mina escondida esperando o digitador pisar nela. E ainda saiam falando mal da empresa terceira que eles insistiam em dizer que era incapaz de ajudar.

Após dias e mais dias de muita confusão, finalmente a empresa foi obrigada a dizer ao grande Banco que chamaria o povo que ela pregava como os demônios para dar cabo do problema. Nunca souberam onde se localizavam as minas escondidas.

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